Não quero te contar, quero te fazer sentir. Pela confusão emotiva é fácil saber sobre o que falo, ao menos para mim, sempre foi assim. Quando te vejo, penso em ti ou falo com você, é uma angustia interminável, sabe? Tento te falar tudo o que penso e sinto, mas minha razão diz: Freia! Enquanto meu coração acelera. Não é como se doesse ou fosse me matar… Não! Não passa nem perto disso. Mas me sufoca. Estou sendo sufocado agora mesmo enquanto escrevo, sufocado por emoções e pensamentos inquietos, não há o que fazer, ou melhor, eu não sei o que fazer. Essa situação também preenche meu interior de medo; de te perder por não falar nada; por tentar falar, mas não saber o que dizer; de falar e você não gostar; de te perder sem nem ao menos experimentar; também de te perder por nada tentar. Soa egoísta e covarde, eu sei, não costumo ser assim, pelo contrário, mas um dos maiores medos dos humanos sempre foi o desconhecido, e eu desconheço o que sinto, desconheço o que você sente e pensa. É essa falta de “chão para pisar” que me faz tremer as pernas, mãos, dedos. Estar preso por correntes do medo, ainda mais do meu próprio medo, reforça minha angustia, e me cria certa raiva. Não é aquela raiva de bater, quebrar algo ou alguém, é raiva de se olhar no espelho e saber que eu não fui capaz de dizer o que queria, de fazer o que queria por causa de medo… EU NÃO SOU COVARDE! Nunca serei. Mas não consigo dar um passo onde eu não sei se tenho apoio. O porquê? Meus sentimentos são um tanto quanto frágeis demais, me sinto inseguro de entregá-los nas mãos de alguém que não saiba aproveitar. Toda essa grande tempestade de conflitos emocionais e racionais, me traz em mente muitas indecisões. Será que estou certo sobre o que sinto por ti? Será que meu sentimento é tão frágil assim? Será que sou ou não covarde, afinal? Talvez sim, talvez não. Talvez eu te fale, talvez não. Talvez você já saiba e sinta o mesmo, ou talvez… Não gosto desses “talvez”, não gosto de respostas que ficam enrolando sem sair do mesmo lugar. Gosto de “sim”, “não”, “nunca”, “sempre”. Gosto de respostas diretas, mas com diretas não quero dizer definitivas. Um “talvez” nada mais faz do que enrolar, adiar algo que certa hora terá de ser resolvido. E então novamente voltam os momentos anteriores, angustia por ainda não ter te falado, medo de ter de te falar, e do que irás me responder, raiva de matutar sem resolver. Talvez eu devesse arriscar. Mas só há um motivo pelo qual mantenho esse sentimento, uma certeza, certeza de que você é incrível, inteligente, determinado, esforçado, especial, etc. Não és o pior, nem a melhor opção, mas é tu quem me encantas, tu que me faz ficar horas pensando, é tu que me tira o sono, é tu que me faz ficar tolo, envolvido, encantado, se por sonho ou por realidade, eu não sei. Você mantém, de alguma forma, o meu desejo mais profundo de entender tudo isso, de te conhecer melhor, e continuar fazendo a cada dia, a cada segundo, até que um dia essa curiosidade acabe, e quem sabe ela nunca acabe. E agora, depois de conseguir colocar um quarto de tudo o que penso e sinto escrevendo, consigo perceber que meu maior interesse talvez não seja te falar tudo, de te entregar respostas, ou qualquer coisa já pronta, prefiro te dar mistérios que te façam pensar, e pensar de novo, mas que no final atinjam meu real objetivo. Te conquistar. Te fazer sentir, o mesmo ou algo parecido com o que sinto por ti. Não me importa muito se vou atingir esse objetivo, mas me importa saber que fiz e vou continuar fazendo tudo, e um pouco mais, para conseguir isso. Só vou parar se não restar nada que me sirva de combustível. Qual combustível eu estou usando agora? O melhor que conheço… O amor.
“O inimigo mais comum: O medo.” - Thiago Lopes. (via
onlyasolitary)